Ir para o conteúdo

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Anthropic planeja destinar 5% das ações a fundo de benefício público

Anthropic planeja destinar 5% de suas ações a um fundo para financiar iniciativas de interesse público, incluindo medidas contra impactos da IA no emprego.

Compartilhe
WhatsApp

A Anthropic, dona do assistente de inteligência artificial Claude, informou que pretende destinar 5% de suas ações a um fundo de benefício público voltado a iniciativas de interesse coletivo, incluindo medidas para reduzir os impactos da IA no mercado de trabalho.

Segundo a empresa, o fundo dependerá da aprovação dos acionistas e será estruturado como uma sociedade de responsabilidade limitada controlada integralmente pela Anthropic. A companhia afirmou que outros 2% poderão ser acrescentados a critério do conselho de administração a cada alta de 50% no valor da empresa acima de uma linha de base definida.

O fundo poderá financiar ações relacionadas aos efeitos da automação sobre o emprego. A Anthropic declarou ainda que as participações não serão usadas para lobby ou doações políticas nos Estados Unidos ou no exterior.

A iniciativa ocorre enquanto a empresa se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações. Segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas no início de outubro, a Anthropic poderá começar a promover formalmente o IPO na semana de 9 de novembro.

A empresa também enfrenta questionamentos sobre a segurança da inteligência artificial e seus efeitos sobre empregos, invasões de sistemas e outras aplicações. Entre os alertas está a avaliação de Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, de que a tecnologia pode esvaziar o mercado de trabalho de baixa remuneração.

Em setembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu na Casa Branca executivos do setor, entre eles Dario Amodei, diretor-presidente da Anthropic. Segundo o conteúdo, as empresas concordaram com uma estrutura de auditorias externas e controles internos mais rigorosos para avaliar riscos de segurança dos modelos.

Fonte: O Globo

Leia também