O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), adiou para depois do segundo turno a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança. A decisão foi comunicada aos senadores nesta semana, que não terá sessões deliberativas, segundo líderes ouvidos pelo GLOBO.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que Alcolumbre justificou o adiamento pela proximidade da eleição. Estão previstas apenas solenidades na Casa.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a decisão reduz a pressão política sobre o governo e evita que o debate seja usado para desgastar o petista antes da votação. Alcolumbre não acompanhou seu partido no apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.
O impasse envolve a inclusão da redução da maioridade penal no texto da PEC. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma emenda para reduzir a maioridade para 14 anos em casos de crimes graves.
Em reação, o líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), articulou uma emenda para estabelecer a redução para 16 anos nas mesmas situações, com aval de Lula. A proposta gerou divergências na base governista e entre petistas.
Após o adiamento da votação, Lula afirmou em entrevista ao Jornal Nacional que é favorável à redução da maioridade penal para crimes hediondos.
Fonte: O Globo