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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Nunes convoca servidores para ato de Flávio Bolsonaro em São Paulo

Ricardo Nunes convocou servidores comissionados para divulgar ato de Flávio Bolsonaro; deputada acionou o Ministério Público.

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), convocou servidores comissionados da prefeitura a participar e divulgar o ato de campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado no domingo (18), na Avenida Paulista. A deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP) apresentou duas representações ao Ministério Público para apurar o caso.

Um dia antes da manifestação, Nunes reuniu cerca de 300 funcionários não concursados e sem estabilidade no QG da campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), na Avenida Brasil, na Zona Sul. Segundo áudio obtido pelo jornal O Globo e divulgado inicialmente pelo ICL Notícias, o prefeito pediu que os servidores convidassem pessoas pelas redes sociais, criassem listas de transmissão e fossem às ruas em busca de apoiadores.

Na gravação, Nunes afirmou que pretendia mostrar a força de São Paulo e ajudar Flávio Bolsonaro a obter uma vitória. O prefeito também disse que convocaria novamente os servidores para comemorar o resultado e o futuro do Brasil.

A deputada Tabata Amaral (PSB) criticou a convocação e afirmou que apresentaria uma representação ao Ministério Público Eleitoral. Luciene Cavalcante protocolou uma ação na Procuradoria Regional Eleitoral e outra no Ministério Público do Trabalho, citando possíveis casos de assédio eleitoral e abuso de poder político.

Nas representações, Cavalcante pediu que os servidores sejam ouvidos com garantia de sigilo. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o assédio eleitoral pode envolver ameaças, constrangimentos, promessas de vantagens ou outras formas de pressão para interferir na liberdade de escolha política.

Uma professora de uma creche municipal da região central, que não quis ser identificada, também relatou ao O Globo que a diretora teria pressionado funcionárias a comparecer ao ato. Segundo a servidora, teria sido criada uma lista de presença e oferecido um dia de folga em troca da participação, mas a prefeitura não respondeu sobre o relato.

A manifestação de Flávio Bolsonaro reuniu 71,9 mil pessoas no horário de pico, às 12h20, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP e do Cebrap. A margem de erro de 12% indica um público entre 63,3 mil e 80,5 mil participantes.

Procurada, a Prefeitura de São Paulo não respondeu sobre o áudio, a convocação de Nunes ou o relato da professora.

Fonte: O Globo

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