O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, passou a defender a substituição do termo inteligência artificial por superinteligência em documentos oficiais americanos e afirmou, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que gostaria que outros países adotassem a mesma expressão.
Antes de indicar sua preferência, Trump publicou enquetes na rede Truth Social com alternativas como inteligência superior, inteligência extrema e inteligência suprema. Ele não apresentou um plano para formalizar a mudança nem informou se empresas e pesquisadores do setor apoiam a proposta.
Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que a iniciativa tem caráter mais político e de comunicação do que técnico. Para eles, a alteração não modifica a definição nem o funcionamento das tecnologias classificadas atualmente como inteligência artificial.
O conceito de inteligência artificial começou a ser desenvolvido no século 20 e recebeu esse nome em 1955, em pesquisas associadas a John McCarthy, Marvin Minsky, Claude Shannon e Nathaniel Rochester. O campo reúne métodos capazes de fazer máquinas executar tarefas relacionadas ao raciocínio, à percepção e à tomada de decisões.
A tecnologia já está presente em recursos como reconhecimento facial, câmeras de celulares, sistemas de assistência à direção e alto-falantes inteligentes. A inteligência artificial generativa, que produz textos, imagens, vídeos e músicas, ganhou popularidade a partir da década de 2020 com ferramentas como ChatGPT, Gemini e Copilot.
Os pesquisadores também diferenciam a inteligência artificial atual da chamada inteligência artificial geral, conceito usado para descrever sistemas capazes de realizar uma ampla variedade de tarefas intelectuais em nível semelhante ou superior ao humano. Até o momento, não há comprovação científica de que uma superinteligência desse tipo já exista.
Fonte: g1