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domingo, 18 de outubro de 2026

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Trump defende substituir termo inteligência artificial por superinteligência

Trump defende trocar o termo inteligência artificial por superinteligência, mas especialistas veem a proposta como uma iniciativa política e de marketing.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem defendido a substituição do termo inteligência artificial por superinteligência em documentos oficiais americanos e, segundo ele, também em outros países. A proposta foi apresentada em discurso na Assembleia Geral da ONU, em setembro, e reiterada em publicações na rede Truth Social.

Trump afirmou que a expressão inteligência artificial transmite a ideia de algo falso. Antes de escolher superinteligência, ele consultou os usuários da rede social sobre alternativas como inteligência superior, inteligência extrema e inteligência suprema.

O presidente também disse que trataria como inimigo quem continuasse usando inteligência artificial em vez do novo termo. Ele não apresentou, porém, um plano para alterar formalmente a nomenclatura nem indicou que empresas ou governos tenham aderido à mudança.

Especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que a proposta não representa uma mudança científica ou técnica no conceito de inteligência artificial. Para Anderson Soares, fundador e professor do Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás, a iniciativa parece mais política do que relacionada ao desenvolvimento da tecnologia.

Cleber Zanchettin, professor da Universidade Federal de Pernambuco, classificou a iniciativa como uma estratégia de marketing. Allan Pscheidt, professor e pesquisador, interpretou o uso do termo como uma demonstração de soberania tecnológica dos Estados Unidos na disputa pelo desenvolvimento da inteligência artificial geral, conhecida pela sigla AGI.

AGI é o nome dado a sistemas capazes de realizar uma ampla variedade de tarefas intelectuais em nível semelhante ou superior ao humano. Segundo os especialistas citados, não há comprovação científica de que uma superinteligência já exista.

A expressão inteligência artificial foi criada formalmente nos Estados Unidos em 1955, em pesquisas associadas a John McCarthy, Marvin Minsky, Claude Shannon e Nathaniel Rochester. Desde então, o campo passou a abranger tecnologias presentes em reconhecimento facial, veículos semiautônomos, assistentes virtuais e, mais recentemente, ferramentas generativas como o ChatGPT.

Fonte: g1

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