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domingo, 18 de outubro de 2026

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Starlink dá à SpaceX influência estratégica em zonas de guerra

A Starlink virou uma infraestrutura estratégica em guerras, dando à SpaceX influência sobre comunicações militares, humanitárias e civis.

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A rede de satélites Starlink, operada pela SpaceX, tornou-se uma ferramenta de comunicação usada em áreas de conflito, especialmente na Ucrânia desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. O serviço atende militares, hospitais, equipes de emergência e outros usuários em regiões onde a infraestrutura convencional foi destruída ou não está disponível.

Elon Musk não controla diretamente toda a internet de um país ou de uma guerra, mas a empresa pode restringir ou interromper o acesso de terminais a determinadas áreas. Como forças militares e organizações humanitárias passaram a depender da conexão em alguns locais, decisões comerciais e operacionais da SpaceX podem ter impacto estratégico.

A Starlink funciona por meio de milhares de satélites em órbita baixa da Terra, a cerca de 550 quilômetros de altitude. Os equipamentos instalados no solo se conectam aos satélites e distribuem o sinal por meio de um roteador, enquanto a baixa altitude reduz a latência em comparação com serviços baseados em satélites geoestacionários.

Na Ucrânia, a conexão é utilizada para comunicação entre unidades, operação de drones e coordenação de serviços civis. Também há relatos de que forças russas tentam acessar o sistema com terminais obtidos por meio de contrabando, enquanto autoridades ucranianas trabalham com a SpaceX para restringir esse uso.

O serviço também foi empregado em operações humanitárias e em regiões afetadas por desastres ou por bloqueios estatais de internet. A utilização em áreas de conflito, contudo, depende de autorização, cobertura, disponibilidade de terminais e condições de segurança definidas pela operadora e pelas autoridades locais.

A concentração de uma infraestrutura de comunicação estratégica nas mãos de uma empresa privada gerou críticas sobre a influência de Musk em conflitos internacionais. A rede também é alvo de preocupações ambientais, relacionadas ao grande número de satélites, ao descarte de equipamentos em órbita e aos efeitos da luminosidade sobre observações astronômicas.

Empresas como a Eutelsat, com a rede OneWeb, e a Amazon, que desenvolve o serviço Amazon Leo, tentam ampliar a concorrência no setor. A União Europeia também trabalha em uma rede própria de comunicação segura, enquanto China desenvolve projetos estatais de constelações de satélites.

Fonte: g1

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