Manifestantes entraram em confronto com a polícia neste sábado (17), em Bolonha e Milão, durante uma mobilização estudantil e sindical na Itália. Em Roma, dezenas de milhares de pessoas participaram de um ato por melhorias salariais e trabalhistas.
Os episódios mais graves ocorreram diante da estação ferroviária de Bolonha. Jovens lançaram pedras, garrafas e outros objetos contra os policiais, que reagiram com gás lacrimogêneo e canhões de água.
Na praça Medaglie d'Oro, manifestantes tombaram bicicletas de aluguel e usaram barreiras metálicas para bloquear o avanço das forças de segurança. Pelo menos sete pessoas foram presas, segundo as autoridades, e outros jovens foram detidos nas proximidades das vias expressas.
Em Milão, a polícia usou gás lacrimogêneo após ser atacada por manifestantes que atiraram pedras e outros objetos na praça diante da catedral. A polícia de choque também dispersou pessoas encapuzadas na Galleria Vittorio Emanuele II.
As lojas fecharam e a estação de metrô Duomo foi interditada durante os confrontos, que deixaram vários feridos e resultaram em prisões. Os atos foram convocados contra o alto custo de vida, os baixos salários e a insegurança no emprego.
Em Roma, o secretário-geral da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), Maurizio Landini, anunciou uma greve geral para 20 de novembro durante uma manifestação na Piazza del Popolo. Ele relacionou a paralisação a uma greve estudantil europeia prevista para a mesma data.
Fonte: O Globo