Protestos estudantis e sindicais realizados em 17 de outubro de 2026 terminaram em confrontos entre manifestantes e policiais em Bolonha e Milão, na Itália. Em Roma, dezenas de milhares de pessoas participaram de uma manifestação por melhores salários e condições de trabalho.
Os episódios mais graves ocorreram diante da estação ferroviária de Bolonha, onde jovens lançaram pedras, garrafas e outros objetos contra os agentes. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e jatos de água, enquanto manifestantes derrubaram bicicletas de aluguel e usaram barreiras metálicas para bloquear a passagem.
Segundo as autoridades, pelo menos sete pessoas foram presas durante os protestos, e outros jovens foram detidos nas proximidades das vias expressas. A região da estação recebeu reforço de segurança, com policiais usando capacetes e escudos antimotim.
Em Milão, a polícia usou gás lacrimogêneo após manifestantes atirarem pedras e outros objetos na praça diante da Catedral de Milão. Agentes também dispersaram pessoas encapuzadas na Galleria Vittorio Emanuele II, ao lado da praça, depois que grupos se separaram de uma manifestação contra o custo de vida.
Lojas fecharam as portas e a estação de metrô Duomo foi interrompida durante os confrontos. A mobilização deixou feridos e resultou em prisões, segundo as informações divulgadas.
As manifestações ocorreram em várias cidades italianas contra o aumento do custo de vida, os baixos salários e a insegurança no emprego. Em Roma, o secretário-geral da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), Maurizio Landini, anunciou uma greve geral para 20 de novembro, relacionada a uma greve estudantil europeia prevista para a mesma data.
Fonte: O Globo