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domingo, 18 de outubro de 2026

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CIÊNCIA

Museu no Ceará recebe 1.281 fósseis repatriados em cinco anos

Força-tarefa repatriou 1.281 fósseis de sete países para o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, no Ceará, em cinco anos.

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Uma força-tarefa formada por universidades e órgãos estaduais e federais repatriou 1.281 fósseis para o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri, no sul do Ceará, nos últimos cinco anos.

As peças vieram da Alemanha, dos Estados Unidos, da França, da Irlanda, da Itália, do Reino Unido e da Suíça. Entre os exemplares está o Ubirajara jubatus, que foi recuperado da Alemanha e incorporado ao acervo do museu.

Uma das novidades mais recentes é um fóssil de araucária estimado em 120 milhões de anos. A espécie foi identificada como Araucaria benignae, em homenagem à beata Benigna, primeira pessoa do Ceará a receber reconhecimento do Vaticano, e fazia parte de uma coleção repatriada da França em 2024.

Segundo a pesquisadora Edenilce Peixoto Batista, a araucária tinha ampla distribuição no Nordeste brasileiro durante o período Cretáceo, embora atualmente a família esteja concentrada no sul do planeta e, no Brasil, nas regiões Sul e Sudeste.

A Chapada do Araripe é reconhecida pela preservação excepcional de fósseis do Cretáceo Inferior. De acordo com o pesquisador Borja Holgado, a região se destaca pela quantidade e pela qualidade dos achados, incluindo fósseis preservados em duas e três dimensões.

Criado há 38 anos, o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens reúne mais de 15 mil fósseis escavados na Chapada do Araripe. O acervo ampliado ajudou a aumentar o movimento: o espaço recebeu mais de 35 mil visitantes em 2025 e cerca de 24 mil até julho deste ano.

O museu também busca aproximar os moradores do Cariri do patrimônio científico. Projetos educacionais, como a Sala de Ciências do Educar Sesc Crato, oferecem oficinas de escavação, contato com réplicas e fósseis e atividades sobre o trabalho dos paleontólogos.

Fonte: g1 Ceará

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