Pesquisadores da Universidade de Ferrara, na Itália, usam escaneamento a laser em 3D para monitorar a estrutura do Museu do Ipiranga, em São Paulo, e ajudar a antecipar problemas de conservação.
O trabalho é realizado em parceria com a Universidade de São Paulo (USP). Os equipamentos registram milhões de pontos do edifício, identificando desníveis, fissuras, deformações e outras alterações que podem não ser percebidas a olho nu.
Os dados coletados serão usados para criar um modelo digital tridimensional do museu, conhecido como “gêmeo digital”. A tecnologia também foi aplicada no Coliseu de Roma, na Itália, como ferramenta de acompanhamento e preservação do monumento histórico.
Segundo pesquisadores envolvidos no projeto, o monitoramento permite planejar intervenções antes que os problemas se agravem. A manutenção preventiva pode incluir desde ajustes em instalações até ações relacionadas à cobertura do prédio.
O Museu do Ipiranga ficou fechado por quase dez anos e foi reaberto ao público em 2022, após um processo de restauração e modernização. Um escaneamento semelhante já havia sido realizado antes da revitalização, e os novos registros deverão complementar os dados para a elaboração de um programa contínuo de conservação.
Fonte: g1