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sábado, 17 de outubro de 2026

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CULTURA

Escaneamento 3D ajuda a preservar o Museu do Ipiranga

Escaneamento a laser em 3D será usado para monitorar a estrutura do Museu do Ipiranga e prevenir problemas de conservação.

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Pesquisadores da Universidade de Ferrara, na Itália, realizam um escaneamento a laser em 3D no Museu do Ipiranga, em São Paulo, para identificar fissuras, desníveis e deformações na estrutura do edifício histórico.

A tecnologia cria uma representação digital detalhada do museu, conhecida como “nuvem de pontos”, e permite acompanhar alterações que não são visíveis a olho nu. A partir desses dados, os pesquisadores pretendem desenvolver um “gêmeo digital” da construção.

O método também foi utilizado no monitoramento e na conservação do Coliseu de Roma. No Museu do Ipiranga, o trabalho é realizado em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Beatriz Kuhl, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, o monitoramento pode ajudar a identificar problemas antes que se agravem, reduzindo a necessidade de intervenções mais invasivas e os custos de manutenção no longo prazo.

O museu, que tem 131 anos de história, ficou fechado por quase uma década e foi reaberto em 2022 após obras de restauração e modernização. Um escaneamento semelhante já havia sido feito antes da revitalização, e os novos dados serão integrados a um programa permanente de conservação.

Fonte: g1

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