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domingo, 18 de outubro de 2026

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Movimento dos Coletes Amarelos volta a inspirar protestos na França

Protestos na França retomam referências aos Coletes Amarelos, movimento que mobilizou o país contra o custo de vida entre 2018 e 2019.

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As manifestações realizadas na França no sábado (17 de outubro) retomaram referências ao movimento dos Coletes Amarelos, que mobilizou o país entre 2018 e 2019. Os atos reuniram entre 550 mil e 800 mil pessoas, segundo estimativas do governo e dos organizadores, respectivamente.

Os novos protestos foram convocados nas redes sociais sob o lema "Amarelos e Jovens", em alusão ao movimento que desafiou a agenda pró-mercado do presidente Emmanuel Macron. A mobilização original começou após a proposta de criação de um imposto sobre o carbono nos combustíveis.

Em 17 de novembro de 2018, cerca de 300 mil pessoas participaram da primeira manifestação. Muitas usavam coletes amarelos fluorescentes e bloquearam estradas e rotatórias em áreas rurais e pequenas cidades francesas.

Nas semanas seguintes, a pauta se ampliou para uma revolta contra o custo de vida e as políticas econômicas de Macron. Os atos também passaram a registrar confrontos com as forças de segurança e episódios de vandalismo.

Em dezembro daquele ano, uma manifestação violenta na avenida Champs-Élysées, em Paris, terminou com a depredação do Arco do Triunfo, o saque do museu localizado no monumento e ataques a lojas, carros e restaurantes.

O uso da força policial passou a ocupar o centro do debate depois que armas não letais causaram ferimentos graves em manifestantes. Estimativas citadas na época apontaram que entre 24 e 40 pessoas perderam ao menos um olho após serem atingidas por balas de borracha, incluindo o ativista Jérôme Rodrigues.

Segundo estimativas do Ministério do Interior divulgadas em 2019, aproximadamente 1,9 mil manifestantes ficaram feridos, quase 100 deles com gravidade. Também foram registrados ferimentos em cerca de 1,8 mil policiais, gendarmes e bombeiros.

O movimento perdeu força com o tempo, enquanto o governo anunciou mais de 10 bilhões de euros em isenções fiscais e bônus para trabalhadores de baixa renda e aposentados, segundo números apresentados pela Bloomberg.

Na política, os Coletes Amarelos impulsionaram a defesa do Referendo de Iniciativa Cidadã, mecanismo que permitiria aos cidadãos convocar consultas populares a partir de um número mínimo de assinaturas. A proposta não foi adotada, e Macron se opôs a ela, embora candidatos à Presidência em 2022 a tenham incluído em seus programas.

Fonte: O Globo

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