Dois petroleiros, cada um com cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto, pegaram fogo no sábado (17), após atingirem minas navais no Estreito de Ormuz, segundo o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
De acordo com o IRGC, o primeiro navio provocou uma explosão e foi tomado por um incêndio intenso. A agência estatal iraniana IRNA informou que o segundo ficou envolto em labaredas de grandes proporções.
As autoridades iranianas não divulgaram os nomes das embarcações nem a origem das cargas. A IRNA afirmou que os petroleiros teriam tentado atravessar o estreito por uma rota não autorizada, com os sistemas de radar e geolocalização desligados.
O IRGC também alegou que um dos navios tentou cruzar a passagem com apoio dos Estados Unidos, enquanto o segundo ficou imobilizado. O Irã mantém restrições parciais à circulação de embarcações de países aliados de americanos e israelenses desde o início da guerra com os dois países.
O comandante naval do IRGC, contra-almirante Ali Azmaei, havia afirmado nesta semana que qualquer embarcação que desligasse seus sistemas de navegação seria considerada hostil.
Segundo o Exército iraniano, outros dois petroleiros pegaram fogo na quinta e na sexta-feira ao navegarem por uma área proibida do Golfo de Omã. Na sexta-feira (16), duas embarcações também teriam colidido na costa da Arábia Saudita.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo. Antes da guerra, cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente passava pela região.
Fonte: O Globo