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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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TECNOLOGIA

Meta apresenta óculos inteligentes sem câmera em meio a críticas de privacidade

Meta apresenta óculos inteligentes sem câmera após críticas ao uso dos modelos com gravação de imagens em locais públicos.

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A Meta apresentou em 24 de setembro uma versão dos seus óculos inteligentes Ray-Ban sem câmera, chamada Ray-Ban Meta Audio, em meio às críticas sobre o uso dos modelos com gravação de imagens em locais públicos.

O novo dispositivo mantém recursos de áudio, como reprodução de música, chamadas telefônicas e comandos de voz, mas não permite fotografar ou filmar. Segundo a empresa, a armação é mais leve, tem maior duração de bateria e custa menos que a versão equipada com câmera.

A Meta afirma que o produto estava em desenvolvimento havia dois anos e nega que o lançamento tenha sido uma resposta imediata à reação negativa do público. Os óculos com câmera, entretanto, continuarão disponíveis e a empresa planeja lançar uma terceira geração no Reino Unido em outubro, com informações exibidas nas lentes.

Os modelos com câmera foram alvo de relatos de pessoas que teriam filmado mulheres e meninas sem consentimento e compartilhado as imagens na internet. Pubs da rede JD Wetherspoon, teatros, escolas, a Comic-Con e a base naval britânica de Faslane estão entre os locais que proibiram o uso do dispositivo, segundo a reportagem.

Além da gravação de imagens, os óculos usam Bluetooth para se conectar ao celular e ao aplicativo Meta AI. A tecnologia permite ouvir músicas, podcasts e instruções de mapas sem bloquear completamente os sons do ambiente, mas também levanta preocupações sobre a coleta de dados, incluindo informações de localização.

O produto tem sido elogiado por usuários com deficiência visual, que relatam utilidade em funções como a descrição de ambientes e a leitura de textos em voz alta. Em agosto, a Meta doou 15 mil pares para uma organização beneficente voltada a pessoas cegas e com baixa visão na Irlanda.

Especialistas ouvidos pela reportagem divergem sobre o significado da nova versão. Para o pesquisador Janusz Swierczynski, da Universidade de Oxford, o modelo sem câmera indica que a empresa está respondendo às preocupações com privacidade. Já analistas como Ben Wood, da CCS Insight, avaliam que as câmeras continuam sendo centrais para a estratégia de coleta de informações e desenvolvimento de recursos de inteligência artificial da Meta.

Outras empresas também investem no segmento. A Snap lançou os óculos Specs, com recursos de realidade aumentada, enquanto Samsung, Google e HTC trabalham em produtos semelhantes. A HTC afirma que seus óculos Vive Eagle podem desativar a câmera quando captam comandos de voz de pessoas próximas pedindo que a gravação pare.

Para especialistas, os óculos com câmera não devem desaparecer, mas ainda será necessário estabelecer regras de uso e normas sociais para reduzir conflitos relacionados à privacidade.

Fonte: g1

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