A lobista Roberta Luchsinger afirmou no sábado, 17 de outubro, que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, se reunia semanalmente com ministros durante o governo do pai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Investigada pela Polícia Federal, ela também disse que pretende propor um acordo de delação premiada.
Em entrevista à CNN Brasil, Luchsinger declarou que não pouparia Lula nem Lulinha em uma eventual colaboração com as autoridades. Ela é investigada, assim como Lulinha, no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo a investigação, Luchsinger recebeu R$ 1,5 milhão do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". De acordo com a PF, os repasses seriam apresentados como pagamentos por serviços de consultoria e, em uma das transferências, Antunes teria mencionado que o dinheiro era destinado ao "filho do rapaz", possivelmente em referência a Lulinha.
Luchsinger também criticou Lula por tê-la chamado de "pilantra" em uma entrevista à TV Globo, em agosto. Ela afirmou que passou a receber ameaças, disse estar com os bens bloqueados e acusou o presidente e o filho de serem cúmplices, alegação que não foi apresentada como fato comprovado.
Em nota, Lula negou qualquer interlocução com Luchsinger, afirmou que nunca recebeu demandas dela e disse desconhecer as tratativas mencionadas. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência também informou que não há contrato do governo federal com a lobista e classificou como estranha a divulgação das declarações às vésperas do segundo turno da eleição.
Fonte: O Globo