A lobista Roberta Luchsinger afirmou no sábado (17) que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, se reunia semanalmente com ministros durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em entrevista à CNN Brasil, ela também disse que pretende propor um acordo de delação premiada.
Luchsinger e Lulinha são investigados pela Polícia Federal no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF, a lobista recebeu R$ 1,5 milhão do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em repasses que ela afirma serem referentes a serviços de consultoria.
De acordo com os investigadores, em uma das transferências, Antunes informou a um interlocutor que o dinheiro seria destinado ao “filho do rapaz”, em possível referência a Lulinha.
Luchsinger afirmou que não pouparia o presidente nem o filho em uma eventual delação. Ela também criticou Lula por tê-la chamado de “pilantra” em uma entrevista à TV Globo, em agosto, e disse ter passado a receber ameaças após a declaração.
A lobista declarou ainda que mantinha uma relação de amizade com Lulinha e reclamou de falta de apoio enquanto está com os bens bloqueados. Antes da entrevista, a CNN Brasil procurou o Palácio do Planalto e a defesa de Lulinha, mas não recebeu resposta.
Fonte: O Globo