A Anthropic, responsável pelo assistente de inteligência artificial Claude, informou que pretende destinar 5% de suas ações a um novo Fundo de Benefício Público, voltado a doações para iniciativas de interesse público, incluindo medidas para reduzir impactos da IA no mercado de trabalho.
A empresa afirmou que o fundo será uma sociedade de responsabilidade limitada controlada integralmente pela Anthropic, e não uma organização sem fins lucrativos. A criação ainda depende da aprovação dos acionistas.
Segundo a companhia, o conselho de administração poderá acrescentar outros 2% ao fundo a cada aumento de 50% no valor da empresa, a partir de uma linha de base ainda não detalhada. Os recursos não serão usados para lobby ou doações políticas.
O anúncio ocorre enquanto a Anthropic se prepara para uma possível oferta pública inicial de ações. A empresa poderá iniciar formalmente o processo na semana de 9 de novembro e estrear na bolsa antes do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
A iniciativa também é apresentada como uma resposta às preocupações sobre os efeitos da inteligência artificial, que incluem riscos à segurança de sistemas e possíveis perdas de empregos. A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, afirmou que a tecnologia pode provocar um “tsunami de avanço lento” no mercado de trabalho de baixa remuneração.
A Anthropic também enfrenta um embate com o governo dos Estados Unidos. A companhia foi classificada como risco para a cadeia de suprimentos após tentar limitar alguns usos de sua tecnologia pelo Pentágono e por outros usuários, apesar de ter oferecido anteriormente sistemas para o desenvolvimento de drones autônomos e outras aplicações militares confidenciais.
Fonte: O Globo