O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira (16) uma ordem executiva que suspende a aplicação de novas sanções contra a Rússia aprovadas pelo Congresso americano no mês passado.
As medidas tinham como alvo autoridades do governo russo, oligarcas e instituições financeiras, com o objetivo de restringir recursos usados por Moscou para financiar a guerra contra a Ucrânia. A legislação também ampliava a autoridade de Trump para impor tarifas a países que mantêm relações comerciais com a Rússia.
A lei, chamada de Ato Graham, recebeu o nome do senador Lindsey Graham, da Carolina do Sul, segundo o jornal The New York Times. A Casa Branca informou ao Congresso que a dispensa das sanções seria de interesse nacional dos Estados Unidos.
Na ordem, Trump afirma que está renunciando à aplicação das sanções, restrições e tarifas previstas no Ato Graham. O documento não detalha por que a medida atenderia aos interesses americanos e apenas menciona que um relatório com essas informações foi enviado ao Congresso.
Os Estados Unidos devem continuar monitorando os países que compram petróleo bruto e gás natural da Rússia. A decisão ocorre após Trump sinalizar uma aproximação com o presidente russo, Vladimir Putin, e retirar sanções sobre o diesel russo, permitindo o fornecimento do combustível aos Estados Unidos.
Trump também tem criticado o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e afirmou que considera Putin mais fácil de negociar. O presidente americano ainda avalia aliviar restrições contra navios da chamada frota fantasma e cogitou descongelar ativos russos, segundo a reportagem.
Zelensky criticou o acordo sobre o diesel e disse que ele fará dinheiro voltar a circular na Rússia e chegar ao presidente Putin. O líder ucraniano afirmou ainda que a medida não compensaria os efeitos do Estreito de Ormuz sobre os mercados globais, mas ajudaria a financiar a guerra.
Fonte: O Globo