O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na noite de sexta-feira (16) uma ordem executiva que isenta a Rússia de novas sanções aprovadas pelo Congresso americano no mês passado.
As medidas tinham como alvo autoridades russas, oligarcas e instituições financeiras, com o objetivo de restringir recursos usados para financiar a guerra contra a Ucrânia. A legislação também ampliava a autoridade de Trump para impor tarifas a países que mantivessem negociações com Moscou.
No texto, Trump afirma que renuncia à aplicação das sanções, restrições e tarifas previstas no chamado Ato Graham. O presidente disse ter enviado ao Congresso um certificado declarando que a dispensa atende ao interesse nacional dos Estados Unidos.
A ordem não explica por que a suspensão seria de interesse americano nem detalha os argumentos apresentados ao Congresso. O documento afirma apenas que um relatório com essas informações foi encaminhado à Casa.
A Casa Branca deverá continuar monitorando os países que compram petróleo bruto e gás natural da Rússia. A decisão ocorre após Trump retirar sanções sobre o diesel russo e sinalizar uma aproximação com o presidente Vladimir Putin.
Trump também tem criticado o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a quem considera mais difícil de negociar do que Putin. O americano ainda atribuiu a ataques ucranianos contra refinarias russas parte da pressão sobre os preços globais do petróleo, segundo a reportagem.
O governo dos Estados Unidos avalia ainda aliviar restrições contra petroleiros da chamada frota fantasma e chegou a considerar o descongelamento de ativos russos. As possibilidades provocaram críticas do governo ucraniano e de países europeus.
Fonte: O Globo