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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Starshield usa tecnologia do Starlink em sistemas militares dos EUA

Starshield é a versão militar da tecnologia Starlink, com controle do governo dos EUA, criptografia reforçada e satélites próprios.

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A Starshield, unidade militar da SpaceX, voltou ao centro do debate após a Ucrânia relatar restrições no uso de serviços Starlink durante a guerra contra a Rússia. A principal diferença é que os sistemas Starshield são destinados a governos e, segundo Elon Musk, pertencem e estão sob controle do governo dos Estados Unidos.

O Starlink é um serviço comercial de internet por satélite administrado pela SpaceX. Seus terminais são usados por civis, empresas, embarcações e forças militares, mas a empresa afirma que o serviço comercial não deve ser empregado em ações militares ofensivas.

Já a Starshield foi criada para atender às necessidades de defesa e inteligência de órgãos como o Pentágono, a Força Espacial dos Estados Unidos e o National Reconnaissance Office, responsável por satélites de reconhecimento.

Os dois sistemas utilizam a mesma tecnologia básica e podem compartilhar parte da infraestrutura de satélites. A Starshield, porém, acrescenta criptografia mais robusta, equipamentos próprios e satélites exclusivos para comunicação militar, reconhecimento e outras missões governamentais.

Dados transmitidos pelo Starshield podem passar pela rede convencional do Starlink, mas recebem uma camada adicional de proteção e são mantidos separados das informações dos usuários civis. Terminais Starlink também podem ser adaptados para operar em contratos vinculados ao sistema militar.

A diferença entre os serviços nem sempre é visível no campo de batalha. Na Ucrânia, soldados frequentemente utilizam antenas Starlink, embora o equipamento possa estar associado a contratos do Starshield, com regras de uso e níveis de segurança diferentes.

O Starlink se tornou uma das principais ferramentas de comunicação das forças ucranianas depois que um ataque cibernético atribuído à Rússia interrompeu, em fevereiro de 2022, a rede KA-SAT, da Viasat. A Ucrânia recebeu mais de 50 mil terminais Starlink de países parceiros, e os equipamentos passaram a ser usados também para coordenar operações com drones.

A SpaceX apresentou o Starshield no fim de 2022, em meio às preocupações sobre a segurança de satélites usados no apoio à Ucrânia. Desde então, o sigilo que envolve programas espaciais de segurança nacional e o uso de terminais semelhantes mantém dúvidas sobre os limites entre os dois sistemas.

Fonte: g1

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