A República, no centro de São Paulo, ocupa a 25ª posição na edição mais recente do ranking da revista britânica Time Out, que reúne 40 dos bairros considerados mais “cool” do mundo.
O bairro foi destacado pela combinação entre arquitetura, gastronomia, vida noturna, cinemas, livrarias e espaços culturais. A região também reúne edifícios marcantes, como o Copan, o Louvre, o Itália, o Esther e o Theatro Municipal.
Parte da Subprefeitura da Sé, a República integra o chamado Centro Novo de São Paulo. A urbanização da área ganhou força após a inauguração do Viaduto do Chá, em 1892, e acompanhou a expansão imobiliária e as transformações culturais da cidade.
O bairro também preserva marcas de diferentes períodos históricos. O Largo do Arouche já foi usado para exercícios militares, enquanto o antigo Largo dos Curros recebia cavalhadas e corridas de touros antes de ganhar o nome atual.
Além dos prédios históricos, a República reúne atrações menos conhecidas, como o Bar dos Arcos, no subsolo do Theatro Municipal, o Centro de Memória do Circo, na Galeria Olido, e o Cine Copan, nas galerias do edifício projetado por Oscar Niemeyer.
A oferta gastronômica inclui restaurantes, bares, cafés e lanchonetes com propostas variadas. Entre os endereços citados estão o Bar da Dona Onça, o Cuia, o A Casa do Porco, o Brim, a Merenda da Cidade e estabelecimentos da Galeria Metrópole, como Sanduteca, La Baguette, Tucupi e Prosa e Vinho.
À noite, casas como Tokyo, Cordial e Formosa Hi-Fi ajudam a manter o movimento da região. A localização também favorece a circulação, com acesso às linhas 3-Vermelha e 4-Amarela do Metrô e a diversas linhas de ônibus.
Nos últimos anos, a Prefeitura de São Paulo passou a incentivar o retrofit de edifícios antigos e ociosos do Centro. A medida busca adaptar construções existentes a novos padrões de uso, segurança e acessibilidade, mas ainda registrou avanços limitados na oferta de moradias para a população de baixa renda, segundo o levantamento apresentado na reportagem.
Fonte: G1