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sábado, 17 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Prisão de Canella pode reabrir debate sobre posse de deputados eleitos no RJ

Prisão preventiva de Márcio Canella pode levar a nova disputa sobre a posse de deputado eleito no Rio de Janeiro.

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A prisão preventiva do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), mantida pela Justiça nesta sexta-feira (16), pode gerar uma nova disputa sobre a posse de parlamentares eleitos no Rio de Janeiro caso ele continue detido até o início da próxima legislatura, em fevereiro de 2027.

Canella foi preso na quinta-feira (15) pela Polícia Federal, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. Segundo a investigação, a operação apura a atuação de uma organização suspeita de lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio.

De acordo com as informações divulgadas sobre o caso, o grupo teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões entre 2020 e 2026. As suspeitas incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção, mas ainda dependem de apuração judicial e não representam condenação.

Canella recebeu 197.178 votos nas eleições de 2026 e foi o segundo deputado estadual mais votado do estado. A defesa afirmou que o político confia na Justiça e tem certeza de que os fatos serão esclarecidos.

O episódio remete ao caso de cinco deputados estaduais presos em novembro de 2018, depois de serem reeleitos. André Corrêa, Luiz Martins, Marcus Abrahão, Marcus Vinícius Neskau e Chiquinho da Mangueira eram investigados na Operação Furna da Onça, que apurava suspeitas de corrupção envolvendo parlamentares.

Naquele caso, os deputados foram diplomados por procuração e a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro levou o livro de posse aos locais onde estavam presos. O procedimento foi contestado pelo Ministério Público e acabou suspenso, dando início a uma disputa judicial.

No fim de 2019, uma decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, reconheceu a competência da Alerj para analisar a prisão de seus parlamentares. Em maio de 2020, os deputados obtiveram o direito de assumir os mandatos.

A situação eleitoral de Canella também é alvo de questionamento. O Ministério Público Eleitoral contestou o registro de sua candidatura, mas o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro liberou a candidatura. Essa discussão é independente da investigação criminal e ainda pode ter novos desdobramentos.

A prisão preventiva, por si só, não significa perda automática do mandato nem anulação dos votos. Caso Canella permaneça preso até a posse, a Justiça Eleitoral e a Assembleia Legislativa deverão definir como serão cumpridas as etapas previstas para o início do mandato.

Fonte: g1

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