José Mourinho afirmou neste sábado (17) que teria deixado o Real Madrid no verão passado se estivesse no lugar de Vinicius Junior, que vive uma crise de confiança e cumpre suspensão de quatro partidas.
O atacante brasileiro foi expulso no último fim de semana, contra o Villarreal, após puxar o cabelo de um adversário e confrontar o árbitro. A punição incluiu duas partidas pelo lance e outras duas pela conduta diante do juiz.
"O Vini é um cara fantástico, tenho muito carinho por ele. Valorizo muito o fato de ele conseguir viver e sobreviver a esse ambiente com um sorriso. Eu, se estivesse no lugar dele, provavelmente já não continuaria aqui", disse Mourinho em entrevista coletiva antes do jogo contra o Sevilla.
Segundo o treinador, Vinicius poderia ter buscado uma transferência para um país e uma competição em que fosse mais respeitado. O jogador, porém, renovou o contrato com o clube espanhol, em um vínculo que vai até 2032.
Vinicius, de 26 anos, é frequentemente criticado por torcedores do Real Madrid e já foi alvo de vaias, zombarias e insultos racistas em estádios. O brasileiro também costuma receber advertências por suas reações durante as partidas.
Mourinho também comentou a crise entre o Real Madrid e Javier Tebas, presidente de LaLiga. O clube pediu a renúncia do dirigente após ele comparar os métodos da Real Madrid TV aos do ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels. Para o técnico, "os limites" foram ultrapassados.
O Real Madrid ocupa a quarta posição do Campeonato Espanhol, seis pontos atrás do Barcelona. A equipe recebe o Sevilla neste domingo (18), no estádio Santiago Bernabéu.
Fonte: O Globo