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sábado, 17 de outubro de 2026

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Mortandade de baleias cresce na Patagônia argentina

Cientistas investigam mortes de baleias na Patagônia argentina e avaliam efeitos do El Niño, de bactérias e de toxinas da maré vermelha.

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Baleias-francas-austrais de diferentes idades estão sendo encontradas mortas nas praias da Península Valdés e do Golfo Nuevo, na Patagônia argentina, durante a temporada de 2026. Cientistas investigam se o fenômeno El Niño contribuiu para a mortandade, mas também analisam infecções bacterianas e toxinas associadas à maré vermelha.

O Instituto de Conservação de Baleias, citado pelo jornal argentino Clarín, informou que o número de mortes pode superar o recorde de 2012, quando 113 filhotes morreram. O censo aéreo realizado em 6 de setembro contabilizou 1.375 baleias-francas-austrais, incluindo 409 filhotes, mas a contagem de mortes ainda não foi divulgada porque a temporada segue até novembro.

As equipes de pesquisa encontraram a bactéria Erysipelothrix rhusiopathiae em filhotes. O microrganismo pode causar septicemia e falência múltipla de órgãos, mas os cientistas ainda não confirmaram que essa seja a causa de todas as mortes.

Para baleias jovens e adultas, uma das hipóteses é a ingestão de toxinas produzidas por microalgas durante episódios de maré vermelha. Esses animais se alimentam nos golfos da região durante a primavera, antes de migrar para áreas do Atlântico Sul.

O pesquisador Mariano Coscarella, do Centro de Estudos de Sistemas Marinhos, afirmou que ainda não há informações sobre os níveis atuais de biotoxinas no Golfo Nuevo. Em 2022, análises associaram a morte de 30 baleias no local a toxinas causadoras de intoxicação paralítica por marisco; em 2024, 71 animais morreram na região.

Segundo os especialistas, as mortes de filhotes e de baleias jovens e adultas podem corresponder a eventos diferentes. A possível influência do El Niño permanece como hipótese, sem confirmação científica até o momento.

Fonte: O Globo

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