O filho de Michelle, sobrevivente de um ataque a tiros em uma escola da Califórnia em 2001, estava na Escola Primária Silver Rail, em Bend, no Oregon, quando um adolescente abriu fogo na quinta-feira, 15 de outubro. Pelo Apple Watch, o menino avisou a mãe: "Mãe, tem um atirador".
Michelle almoçava em um restaurante quando recebeu a ligação. Ela pediu que o filho permanecesse em silêncio, encerrou a chamada e tentou acionar o serviço de emergência antes de dirigir até a escola.
O ataque deixou três crianças e uma professora mortas. Outras duas pessoas, uma criança de 7 anos e uma professora de 54 anos, ficaram feridas e foram levadas a hospitais da região.
O atirador, de 16 anos, foi morto por Kaylub Giamanco, de 36 anos, pai de alunos da escola. Ele entrou no prédio armado após presenciar o início do ataque e disparou contra o adolescente, segundo as autoridades.
A polícia informou que o jovem entrou na escola após atirar contra um veículo e seguiu até uma sala destinada a alunos com necessidades especiais. O ataque durou cerca de três minutos, entre a primeira ligação de emergência, às 12h59, e a morte do agressor, às 13h02.
Michelle disse à CNN que convive com ansiedade, ataques de pânico e o hábito de observar as saídas dos ambientes desde o ataque ocorrido na Califórnia. Após o episódio em Bend, ela afirmou ter sentido que o trauma havia atingido novamente sua família.
A motivação do crime ainda é investigada. Computadores e outros aparelhos foram apreendidos na casa do adolescente, e a polícia local e o FBI analisam os dispositivos para tentar esclarecer o que levou ao ataque.
Fonte: O Globo