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sábado, 17 de outubro de 2026

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Filho de sobrevivente enfrenta ataque a tiros em escola nos EUA

Filho de sobrevivente de um ataque escolar em 2001 estava na escola de Oregon atacada a tiros; quatro pessoas morreram.

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O filho de Michelle, sobrevivente de um ataque a tiros em uma escola da Califórnia em 2001, estava na Escola Primária Silver Rail, em Bend, no Oregon, quando a instituição foi atacada na quinta-feira, 15 de outubro. O menino, aluno do quinto ano, ligou para a mãe pelo Apple Watch e avisou que havia um atirador no local.

Michelle almoçava em um restaurante quando recebeu a ligação. Ela pediu que o filho permanecesse em silêncio, encerrou a chamada e tentou acionar o serviço de emergência antes de dirigir até a escola, a cerca de dez minutos de distância.

O ataque matou três crianças e a professora Megan Lambert, de 25 anos. Outras duas pessoas, uma criança de 7 anos e uma professora de 54 anos, ficaram feridas e foram levadas a hospitais da região.

O suspeito, de 16 anos, entrou no prédio depois de disparar contra um veículo e seguiu para uma sala destinada a alunos com necessidades especiais. O pai de estudantes da escola, Kaylub Giamanco, de 36 anos, entrou no edifício armado com uma pistola que possuía legalmente e atirou contra o adolescente, que morreu.

Segundo a polícia, o ataque durou cerca de três minutos. Uma professora também tentou conter o agressor e conseguiu derrubá-lo durante uma luta para desarmá-lo.

A motivação do crime ainda é investigada. A polícia e o FBI apreenderam computadores e outros dispositivos na casa do adolescente para buscar informações sobre o que levou ao ataque.

Michelle disse à CNN que passou a conviver com ansiedade, ataques de pânico e o hábito de observar saídas de ambientes depois do ataque de 2001. Ela afirmou que o episódio em Bend representou a repetição de um trauma que esperava que os filhos nunca precisassem enfrentar.

A escola tinha controle de acesso, câmeras, verificação de visitantes e fechaduras reforçadas, parte delas aprimorada em 2022. O superintendente do distrito escolar, Steven Cook, afirmou que ainda não estava claro como o adolescente conseguiu superar as barreiras de segurança.

O presidente Donald Trump chamou Giamanco de herói e afirmou que ele fez o que precisava ser feito. Ken Gray, ex-agente especial do FBI, avaliou que a intervenção pode ter evitado consequências ainda mais graves.

Fonte: O Globo

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