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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Déficit dos EUA chega a US$ 1,99 trilhão em 2026

Déficit federal dos Estados Unidos chega a US$ 1,99 trilhão no ano fiscal de 2026, com juros da dívida em nível recorde.

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O déficit do orçamento federal dos Estados Unidos chegou a US$ 1,99 trilhão no ano fiscal encerrado em setembro, segundo dados divulgados pelo Departamento do Tesouro em 16 de outubro. O valor representa alta de aproximadamente 12% em relação ao rombo de US$ 1,78 trilhão registrado no ano anterior.

Os gastos do governo cresceram cerca de 6%, para US$ 7,4 trilhões, enquanto as receitas aumentaram 3%, para US$ 5,4 trilhões. Este é o quarto ano consecutivo em que o déficit se aproxima de US$ 2 trilhões.

As despesas líquidas com juros subiram US$ 81,4 bilhões e atingiram o recorde de US$ 1,05 trilhão. A alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro e o aumento do volume da dívida pública contribuíram para o avanço desse custo.

A Previdência Social foi a maior despesa do governo, com desembolsos de US$ 1,67 trilhão, alta de US$ 86,4 bilhões. Os gastos com o Medicare cresceram US$ 76 bilhões, para US$ 1,07 trilhão.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, apontou os reembolsos de tarifas de importação como um dos fatores para a ampliação do déficit. Os pagamentos estão relacionados à decisão da Suprema Corte, em fevereiro, que invalidou a maior parte dos aumentos tarifários impostos pelo presidente Donald Trump em seu segundo mandato.

O déficit correspondeu a aproximadamente 6% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual considerado elevado em um período de desemprego relativamente baixo. A redução registrada oficialmente no ano anterior ocorreu após o Tesouro contabilizar como corte de gastos uma mudança nos limites dos empréstimos estudantis prevista em uma lei tributária republicana de 2025.

Bessent afirmou que os Estados Unidos podem reduzir rapidamente o crescimento da dívida, principalmente com uma expansão econômica sustentada impulsionada pelo avanço da inteligência artificial. Economistas, investidores e autoridades demonstraram ceticismo em relação à possibilidade de o crescimento, sozinho, estabilizar a dívida.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou em 14 de outubro que o crescimento não produziria, com a rapidez necessária, os ajustes exigidos. No mesmo dia, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que o déficit americano precisa ser enfrentado, enquanto o diretor do Escritório de Orçamento do Congresso, Phillip Swagel, afirmou em 8 de outubro que não era plausível estabilizar a dívida apenas com crescimento.

Fonte: O Globo

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