Ir para o conteúdo

sábado, 17 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

MUNDO

Confrontos marcam quinto dia de protestos na Albânia

Confrontos entre manifestantes e policiais marcam o quinto dia de protestos em Tirana, na Albânia, contra o governo de Edi Rama.

Compartilhe
WhatsApp

Manifestantes e policiais entraram em confronto neste sábado (17), em Tirana, no quinto dia consecutivo de protestos contra o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama. A polícia usou balas de borracha, jatos d’água, spray de pimenta e gás lacrimogêneo.

Os manifestantes exigem a renúncia de Rama e protestam contra as condições de estudo e as altas mensalidades universitárias. Durante o ato, eles lançaram pedras, coquetéis molotov, objetos metálicos e artefatos pirotécnicos, além de incendiarem carros e contêineres de lixo para formar barricadas.

Vários edifícios de Tirana, incluindo uma sede do Judiciário, bancos e uma agência dos Correios, foram incendiados ou sofreram danos graves. Ambulâncias foram acionadas após cerca de dez horas de protesto.

O Ministério da Saúde informou à AFP que 35 pessoas ficaram feridas no sábado: 18 policiais e 17 manifestantes. Uma jovem que ajudou a montar um posto improvisado de primeiros socorros afirmou à agência que três manifestantes receberam atendimento por ferimentos na cabeça, nos olhos e nas pernas, supostamente causados por balas de borracha.

Segundo jornalistas da AFP no local, este foi o primeiro dia desde o início dos protestos em que a polícia utilizou balas de borracha. A legislação albanesa permite o uso desse tipo de munição em manifestações apenas em casos extremos.

O diretor da Polícia Estatal, Skender Hita, declarou que as balas de borracha foram usadas de forma limitada. Ele informou que 167 pessoas foram detidas durante os protestos da semana e que foram iniciados procedimentos criminais contra outras 388.

Sete policiais foram suspensos e são alvo de investigação disciplinar por abuso de autoridade. Hita também disse que 132 agentes ficaram feridos e pediu o fim das ações violentas.

Fonte: O Globo

Leia também