Ataques russos deixaram pelo menos oito mortos, cerca de 60 feridos e mais de 1 milhão de pessoas sem energia na Ucrânia na sexta-feira (16), segundo autoridades ouvidas pela Reuters.
Em Kharkiv, no leste do país, morreram uma mulher de 71 anos e um homem de 58. Outras 12 pessoas ficaram feridas em ataques contra três distritos da região, informou o governador Oleh Syniehubov.
Também foram registradas duas mortes em Kramatorsk, nos arredores da região ocupada de Donetsk, e duas em Dnipropetrovsk, no sudeste ucraniano.
Na região de Volyn, no noroeste do país, um ataque de drones contra um centro de processamento de alimentos matou uma pessoa e feriu oito, de acordo com o governador Roman Romaniuk. Drones atingiram ainda um terminal aduaneiro e incendiaram cerca de 10 caminhões em Kovel, em uma rota importante entre Kiev e a capital da Polônia.
Dois centros comerciais também foram atingidos por drones: um em Sumy, perto da frente de batalha, e outro em Rivne. Nesta última cidade, uma pessoa morreu e sete ficaram feridas, segundo o governador Oleksandr Koval.
Equipes técnicas do Ministério da Energia informaram à Reuters que mais de 1 milhão de pessoas afetadas pelos ataques de sexta-feira já haviam recuperado a eletricidade até o fim do dia. Em Volyn, 370 mil residências ficaram sem energia, mas cerca de 100 mil tiveram o serviço restabelecido.
O prefeito de Lutsk, Andriy Razumovskyi, estimou que o blecaute poderia durar ao menos 24 horas e avançar até sábado (17). A ofensiva também atingiu Zaporizhzhia, onde fica uma importante usina nuclear, e a Rússia sinalizou que seu plano imediato era atacar a rede elétrica ucraniana.
A Organização das Nações Unidas informou que pelo menos 328 civis morreram e 2.105 ficaram feridos na Ucrânia no último mês. Segundo a agência de direitos humanos da ONU, o número representa aumento de 85% em relação a setembro de 2025.
Entre janeiro e setembro de 2026, 2.570 civis foram mortos e 15.211 ficaram feridos no conflito, de acordo com relatório das Nações Unidas. Os números são quase 60% superiores aos registrados no mesmo período do ano anterior e mais que o dobro dos contabilizados em 2024.
Fonte: O Globo