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sábado, 17 de outubro de 2026

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México condena três homens a 158 anos por morte de surfistas estrangeiros

Tribunal mexicano condena três homens a 158 anos e nove meses cada um pelo assassinato de dois australianos e um americano em Ensenada.

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Um tribunal do México condenou, em 17 de outubro de 2026, três homens a 158 anos e nove meses de prisão cada um pelo assassinato dos australianos Jake e Callum Robinson e do americano Jack Carter Rhoad, em Ensenada, no estado da Baixa Califórnia.

Segundo a decisão, os réus agiram com premeditação, traição e vantagem. O juiz Raúl Hernández anunciou as penas durante uma audiência acompanhada por um jornalista da AFP.

Os corpos das vítimas foram encontrados em um penhasco com ferimentos de bala na cabeça. Os três homens foram identificados como Jesús Gerardo, conhecido como “El Kekas”, Irineo Francisco e Ángel Jesús; a divulgação dos nomes completos está proibida até a publicação da sentença, prevista para a semana seguinte.

O juiz fixou 45 anos de prisão para cada homicídio, totalizando 135 anos. Também acrescentou dez anos e nove meses pelo roubo e 13 anos pelo roubo da caminhonete Chevrolet Colorado das vítimas.

O Ministério Público havia pedido penas que somariam 210 anos para cada réu, embora a legislação da Baixa Califórnia estabeleça limite máximo de 60 anos de prisão. A acusação afirmou que os homens surpreenderam as vítimas enquanto elas estavam indefesas no acampamento.

De acordo com o depoimento da namorada de “El Kekas”, Rhoad pediu que não fosse morto e disse que era casado. A mulher foi condenada separadamente a 20 anos de prisão por instigar o roubo, após se declarar culpada em novembro.

As famílias também pediram a devolução de objetos recuperados na investigação, incluindo equipamentos de surfe, eletrônicos e a caminhonete. O Ministério Público solicitou indenização de 1,9 milhão de pesos por danos materiais, mas o juiz negou o pedido por considerar que o valor dos bens não foi comprovado nem quantificado adequadamente.

Os familiares terão de recorrer à Justiça civil para tentar obter ressarcimento. A mãe de Rhoad afirmou, após a decisão, que nenhuma sentença poderia reparar a perda, mas disse estar agradecida por os condenados não poderem voltar a fazer mal a outras pessoas.

Fonte: O Globo

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