O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu nesta sexta-feira (16) o apoio de líderes europeus durante uma reunião em Bruxelas, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a retomada de ataques ucranianos contra refinarias russas.
Ao chegar à cúpula com representantes europeus, Zelensky afirmou ser grato ao Conselho da União Europeia, à Comissão Europeia e aos líderes que apoiam a Ucrânia desde o início da guerra. Segundo ele, Kiev quer encerrar o conflito, mas não vê sinais de que a Rússia esteja pronta para isso.
Trump classificou os ataques às refinarias como “uma desgraça” e afirmou, em entrevista à rede Newsmax, que Zelensky é mais difícil de lidar do que o presidente russo, Vladimir Putin. O republicano também disse não ser um grande admirador do líder ucraniano.
A retomada dos ataques ocorreu um dia antes da reunião em Bruxelas e rompeu com o acordo anunciado por Trump no domingo para interromper ataques diretos contra instalações de energia. A Ucrânia afirmou que a Rússia continuou os bombardeios, enquanto Moscou não confirmou ter concordado com a suspensão das ações ofensivas.
O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, declarou que não é hora de reduzir o apoio à Ucrânia nem de aliviar as sanções contra a Rússia. A possibilidade de flexibilizar medidas contra Moscou e de liberar a venda de diesel russo ao mercado internacional foi criticada por aliados europeus.
As limitações no sistema de comunicação via satélite usado pela Ucrânia também foram discutidas na reunião. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, disse que o Starlink é necessário para o país e que a Europa não consegue substituí-lo no curto prazo.
Elon Musk afirmou que a SpaceX não foi responsável por interrupções no sistema e disse que eventuais restrições de largura de banda ou de uso são controladas pelo governo americano. Em meio às acusações ucranianas, Musk pediu a saída de Zelensky e a convocação de novas eleições.
Fonte: O Globo