A Polícia de Délhi deteve Abhijeet Dipke, de 31 anos e líder do autodenominado Partido Popular das Baratas (CJP), nesta sexta-feira (16), antes de um protesto em Nova Délhi contra o presidente da Comissão Eleitoral da Índia.
Segundo o movimento, Dipke foi detido pouco antes da manifestação convocada no Central Park, em Connaught Place, distrito comercial da capital indiana. O grupo afirmou nas redes sociais que o governo teria medo dos jovens que carregam a bandeira nacional.
Dipke havia pedido aos apoiadores que levassem bandeiras nacionais ao protesto depois que dois integrantes do CJP foram detidos por ultrapassarem barreiras de segurança em Jantar Mantar, local que a polícia declarou proibido para manifestações nesta semana.
Milhares de agentes de segurança foram mobilizados no centro de Délhi. A polícia pediu que os manifestantes se mantivessem afastados, citando ordens que restringem aglomerações públicas.
O CJP e partidos de oposição exigem a renúncia de Gyanesh Kumar, presidente da Comissão Eleitoral, por causa de uma ampla revisão do cadastro eleitoral. Eles afirmam que o processo favorece o partido do primeiro-ministro Narendra Modi, acusação negada pela comissão.
Mais de 133 milhões de nomes foram retirados das listas eleitorais durante a revisão, segundo dados divulgados pela imprensa indiana e citados por partidos oposicionistas em documentos judiciais. Os críticos dizem que as exclusões afetaram de forma desproporcional as minorias, especialmente muçulmanos, enquanto as autoridades eleitorais afirmam ter removido registros duplicados, de pessoas mortas ou fraudulentos.
Fonte: O Globo