Ir para o conteúdo

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

MUNDO

Lisboa decide retirar patinetes elétricos das ruas até janeiro

Câmara de Lisboa aprova retirada de patinetes elétricos das ruas até o fim de janeiro; operadoras contestam e grupo pede referendo.

Compartilhe
WhatsApp

A Câmara Municipal de Lisboa aprovou a suspensão do sistema de patinetes elétricos compartilhados na capital portuguesa, com previsão de retirada dos veículos das ruas até o fim de janeiro. A decisão foi anunciada pelo prefeito Carlos Moedas em um vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo Gonçalo Reis, vice-presidente da Câmara Municipal e responsável pela mobilidade, os patinetes são deixados em vias públicas sem cuidado, o que dificulta a fiscalização. Ele também citou o transporte de duas pessoas no mesmo veículo e a circulação na contramão entre os problemas registrados.

As operadoras terão o prazo administrativo previsto em lei para se manifestar. A prefeitura espera notificá-las em novembro e concluir a retirada até o fim de janeiro.

As empresas contestaram a forma como a medida foi anunciada. Mário de Morais, representante da Bolt, classificou a decisão como abrupta e afirmou que ela não esclarece como os problemas de segurança seriam resolvidos.

Morais também defendeu o serviço e disse que os patinetes compartilhados têm limites de velocidade e geolocalização, recursos que, segundo ele, contribuem para a segurança. A Sic Notícias informou que tentou ouvir as outras duas operadoras, mas não recebeu resposta até a publicação da reportagem.

Até setembro de 2026, a Polícia de Segurança Pública contabilizou 208 ocorrências envolvendo patinetes elétricos em Lisboa. Em seis casos, houve feridos graves.

O Automóvel Club de Portugal pretende entregar à Assembleia Municipal de Lisboa, na segunda-feira (19), um abaixo-assinado com 20 mil assinaturas. O documento pede a realização de um referendo sobre a continuidade do sistema de patinetes compartilhados na cidade.

Fonte: O Globo

Leia também