Rosa Fidelis Gaspar, de 47 anos, morreu soterrada após um deslizamento de terra atingir sua casa no Jardim Paraná, na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, durante as chuvas. O acidente ocorreu enquanto ela estava sozinha no imóvel.
Quase três anos antes, em janeiro de 2024, Rosa havia relatado ao SP1 o medo de viver em uma área de encosta e afirmou que permanecia no local por não ter outra opção de moradia. Na ocasião, também contou que enfrentava dificuldades para andar após um acidente dentro de casa.
O Jardim Paraná é classificado pela Prefeitura de São Paulo como área de risco muito alto para deslizamentos e enchentes. O bairro tem cerca de 6 mil moradores, e casas construídas próximas a barrancos podem ser observadas na parte alta do morro.
Após o deslizamento, 11 imóveis foram interditados e uma nova vistoria foi prevista para esta sexta-feira (16). A prefeitura informou que tentou retirar famílias da região nos últimos três anos, com oferta de auxílio-aluguel, mas disse que os moradores não aceitaram.
No fim de setembro, o município recorreu à Justiça para acessar cerca de 300 moradias classificadas em área de risco muito alto. A decisão autorizou vistorias e o cadastramento das famílias, mas não permitiu a remoção preventiva.
Segundo o Plano de Prevenção às Chuvas da prefeitura, São Paulo tem quase 194 mil moradias em áreas de risco geológico, sendo mais de 12 mil em locais classificados como R4, de risco muito alto.
O velório de Rosa começou às 13h30 desta sexta-feira, no Cemitério Dom Bosco, em Perus, também na Zona Norte. O enterro estava previsto para ocorrer às 14h30.
Fonte: G1