A Justiça Federal manteve nesta sexta-feira (16) a prisão preventiva do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro, após audiência de custódia. Ele foi preso na quinta-feira (15) pela Polícia Federal durante a oitava fase da Operação Unha e Carne.
A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) também foi preso na operação, mas, até a publicação da reportagem, não havia informação sobre o resultado da audiência de custódia dele.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura uma organização criminosa armada que utilizaria uma rede de 96 postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para lavagem de dinheiro, com suposta participação de agentes públicos e articulação político-institucional.
Um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), citado na investigação, aponta que o grupo teria movimentado R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos. A operação também resultou na prisão de quatro inspetores da Polícia Civil.
Além das prisões, Moraes determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas. De acordo com a PF, os envolvidos poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, por crimes como organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.
As acusações ainda são objeto de investigação e não representam, por si só, condenação dos envolvidos.
Fonte: g1