Ir para o conteúdo

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA

Justiça mantém prisão de Marcus Amim após audiência de custódia

Justiça Federal mantém prisão preventiva de Marcus Amim após audiência de custódia na 8ª fase da Operação Unha e Carne.

Compartilhe
WhatsApp

A Justiça Federal manteve nesta sexta-feira (16) a prisão preventiva do delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil do Rio de Janeiro, após audiência de custódia. Ele foi preso pela Polícia Federal na quinta-feira (15), durante a 8ª fase da Operação Unha e Carne.

Também foi preso na operação o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil). Até a última atualização da reportagem original, não havia informação sobre o resultado da audiência de custódia dele.

As prisões preventivas foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação é um desdobramento da 6ª fase da operação, realizada em julho, quando Canella e Amim foram alvos de mandados de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Federal, a investigação apura a atuação de uma organização criminosa armada que utilizaria uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro. O grupo também seria integrado por agentes públicos e manteria articulação político-institucional, de acordo com os investigadores.

Um relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) citado na investigação aponta que o grupo teria movimentado R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos.

Na 8ª fase, a PF cumpriu seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.

Além de Canella e Amim, foram alvo de prisão preventiva os inspetores da Polícia Civil Christiano Gaspar Fernandes, Giovanni Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.

A decisão também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas investigadas, a maioria do setor de combustíveis. Segundo a PF, os investigados poderão responder, conforme a participação atribuída a cada um, por suspeitas de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

Fonte: G1

Leia também