O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), avançou 0,3% em agosto na comparação com julho, informou a instituição nesta sexta-feira (16).
O resultado interrompeu a retração de 0,3% registrada em julho. No trimestre encerrado em agosto, em relação ao período terminado em maio, o indicador recuou 0,6%.
Em 12 meses, o IBC-Br acumula alta de 1,6%. O índice encerrou 2025 com crescimento de 2,5% sobre 2024, a menor expansão desde 2020, quando houve retração de 3,9%.
A indústria liderou a alta de agosto, com crescimento de 0,9%. Serviços avançaram 0,2% e impostos, 0,1%, enquanto a agropecuária recuou 1,8%.
O IBC-Br reúne dados da indústria, do comércio, dos serviços e da agropecuária e é ajustado para retirar efeitos sazonais, como feriados e férias.
Segundo a edição mais recente do Boletim Focus, os agentes do mercado financeiro projetam crescimento de 1,85% para a economia brasileira neste ano, abaixo da alta de 2,3% registrada em 2025.
Economistas consultados avaliam que a atividade deve desacelerar no terceiro trimestre. Alberto Ramos, do Goldman Sachs, revisou a estimativa para o período entre julho e agosto de alta de 0,2% para queda de 0,1%, citando dados recentes mais fracos.
Matheus Pizzani, do PicPay, afirmou que a expectativa é de desaceleração dos componentes ligados à economia. Antônio Riccardi, do Daycoval, disse que os dados confirmam o enfraquecimento da atividade e projetou alta de 0,1% no trimestre.
Fonte: O Globo