As torres de transmissão de rádio Liblice B, com 355 metros de altura cada, foram demolidas simultaneamente nesta quinta-feira (15), perto de Český Brod, na região da Boêmia Central, na Chéquia. A operação controlada fez as estruturas caírem em cerca de dez segundos.
Construídas entre 1975 e 1976 e ativadas em dezembro daquele ano, as torres permaneceram no local por quase cinco décadas. Elas eram cerca de 25 metros mais altas que a Torre Eiffel e estavam a aproximadamente 120 metros de distância uma da outra.
Segundo o especialista em demolição Petr Mikula, ouvido pelo site Expats, a operação ocorreu conforme o planejado. Ele comparou o movimento das estruturas durante a queda ao de uma régua dobrável.
A operadora České Radiokomunikace, conhecida como CRA, tentou encontrar um comprador ou uma nova utilização para as torres, mas não chegou a um acordo com interessados capazes de financiar os reparos e garantir a operação segura.
Os trabalhos essenciais de recuperação foram estimados em pelo menos 170 milhões de coroas tchecas, cerca de R$ 40 milhões. O valor incluía a substituição de cabos de sustentação, medidas contra corrosão e reparos ou modernização dos elevadores.
As torres precisaram ser demolidas ao mesmo tempo porque os cabos de sustentação se cruzavam. O sistema foi planejado para que as estruturas se dobrassem e caíssem em uma área limitada.
As transmissões em ondas médias no local foram encerradas pela Rádio Tcheca em 2021. A última emissora a utilizar as instalações, a Country Radio, deixou o local em março de 2025.
A demolição foi acompanhada por centenas de espectadores do lado de fora da área de segurança. A estrada I12, entre Praga e Kolín, foi temporariamente fechada, e o número de equipes de segurança foi ampliado de seis para 28, com reforço policial.
Com a queda das torres de Liblice, o transmissor de Krašov passou a ser a estrutura mais alta da Chéquia, com 347,5 metros. O material das torres será cortado, processado e encaminhado para reciclagem em até 20 dias, segundo o prazo estabelecido pela CRA.
Fonte: O Globo