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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Campanha de Flávio amplia ataques a Lula no segundo turno

Campanha de Flávio Bolsonaro amplia ataques a Lula na propaganda eleitoral e explora temas como custo de vida, segurança e o caso Lulinha.

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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ampliou os ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na propaganda eleitoral desta semana, em meio a críticas internas no partido sobre a estratégia de comunicação para o segundo turno.

Aliados avaliam que o senador vinha adotando uma postura defensiva diante das críticas do adversário e defendem que ele passe a explorar temas capazes de pressionar o petista, sem deixar de apresentar propostas.

As novas inserções abordam o caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, o custo de vida e a segurança pública. A estratégia também deve ser levada aos debates entre os candidatos.

Uma das peças retoma o caso Lulinha ao reproduzir uma conversa de Roberta Luchsinger, apontada como lobista ligada às investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias do INSS. Na gravação, ela afirma ser sócia do filho do presidente e menciona uma encomenda de R$ 18 mil em bebidas alcoólicas para uma comemoração de Ano-Novo em Brasília.

O vídeo cita vinhos, champanhe e uísque e termina com a frase: “O luxo é deles, a conta é sua”. A campanha não apresenta, no conteúdo reproduzido, comprovação das alegações.

Outra inserção explora o preço dos alimentos ao contrapor uma declaração de Lula sobre mudanças nos hábitos de consumo dos brasileiros a depoimentos de consumidores que reclamam dos valores cobrados nos supermercados.

Na área de segurança pública, uma terceira peça recupera declarações de Lula sobre a saída temporária de presos e reproduz uma reportagem sobre um detento do regime semiaberto procurado no Distrito Federal por suspeita de matar uma mulher e estuprar duas jovens após ser beneficiado pela saída temporária do Dia dos Pais.

A estratégia também apareceu durante a votação da PEC da Segurança Pública no Senado. Aliados de Flávio apresentaram uma emenda para reduzir de 18 para 14 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos e passaram a afirmar que Lula é contrário à mudança.

As mensagens foram encaminhadas ao grupo “Tropa do Flávio”, que reúne quase 2 milhões de apoiadores do candidato, numa tentativa de associar o presidente à resistência a medidas de endurecimento penal.

A ofensiva ocorre depois que a campanha petista intensificou as críticas a Flávio, com referências ao caso Banco Master, às milícias e a episódios do governo Jair Bolsonaro. Até então, o senador vinha concentrando a comunicação em mensagens sobre mudança e prosperidade.

Outra disputa envolve o fim da escala de trabalho 6x1, uma das principais bandeiras eleitorais de Lula. Após meses de críticas à proposta, Flávio votou a favor da PEC aprovada pelo Senado nesta quarta-feira.

O candidato não citou diretamente a redução da jornada no programa eleitoral desta quinta-feira, que tratou de qualificação profissional, incentivo ao empreendedorismo, acesso ao crédito e criação de um Ministério da Prosperidade. O tema será abordado em uma peça prevista para sexta-feira, na qual Flávio promete compensar empresas com cortes de impostos, redução dos juros e desoneração da folha de pagamentos.

Fonte: O Globo

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