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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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ELEIÇÕES

Campanha de Flávio amplia ataques a Lula na propaganda eleitoral

Campanha de Flávio amplia ataques a Lula na propaganda eleitoral e explora temas como Lulinha, custo de vida e segurança pública.

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A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ampliou nesta sexta-feira (16) os ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na propaganda eleitoral, após críticas internas à estratégia de comunicação adotada no segundo turno.

As novas inserções abordam o caso envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, o custo de vida e a segurança pública. A ofensiva também deve ser levada aos debates entre os candidatos.

Dirigentes do PL avaliam que Flávio tem respondido de forma defensiva às críticas feitas pela campanha petista e defendem que ele passe a explorar temas capazes de pressionar Lula, sem abandonar a apresentação de propostas.

Uma das peças reproduz uma conversa de Roberta Luchsinger, apontada como lobista ligada às investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias do INSS. Na gravação, ela afirma ser sócia de Lulinha e menciona uma encomenda de R$ 18 mil em bebidas alcoólicas para uma comemoração de Ano-Novo em Brasília.

Outra inserção explora o aumento dos preços dos alimentos e contrapõe uma declaração de Lula sobre mudanças nos hábitos de consumo a depoimentos de consumidores que reclamam dos valores nos supermercados.

A segurança pública aparece em uma terceira peça, que recupera declarações de Lula sobre a saída temporária de presos e cita uma reportagem sobre um detento do regime semiaberto procurado no Distrito Federal por suspeita de matar uma mulher e estuprar duas jovens após receber o benefício.

A campanha também tenta associar Lula à resistência a medidas de endurecimento penal. Durante a votação da PEC da Segurança Pública no Senado, aliados de Flávio apresentaram uma emenda para reduzir de 18 para 14 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos.

Outra disputa envolve o fim da escala de trabalho 6x1. Depois de criticar a proposta por meses, Flávio votou a favor da PEC aprovada pelo Senado na quarta-feira (14), após discussões no PL sobre o possível impacto eleitoral de uma posição contrária.

O candidato não citou diretamente a redução da jornada no programa eleitoral desta quinta-feira (15), dedicado a qualificação profissional, empreendedorismo, acesso ao crédito e à criação de um Ministério da Prosperidade. A medida será abordada em uma peça prevista para esta sexta-feira, na qual Flávio promete compensar empresários com cortes de impostos, redução dos juros e desoneração da folha de pagamentos.

Fonte: O Globo

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