Ir para o conteúdo

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ELEIÇÕES

Viradas ocorrem em três a cada dez eleições estaduais

Viradas ocorreram em 29,2% dos segundos turnos para governador desde 1990; Lula tenta reverter a desvantagem na eleição presidencial de 2026.

Compartilhe
WhatsApp

Levantamento com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que 35 das 120 eleições para governador decididas em segundo turno desde 1990 terminaram com a vitória de um candidato que não liderava a primeira etapa. O índice é de 29,2% das disputas.

O único caso em que o vencedor havia terminado o primeiro turno em terceiro lugar ocorreu em Rondônia, em 1990. Oswaldo Piana chegou à rodada final após o assassinato de Olavo Pires, que havia liderado a votação, e derrotou Valdir Raupp.

Entre os 34 casos considerados convencionais, a maior desvantagem revertida foi registrada em Minas Gerais, em 1994. Eduardo Azeredo (PSDB) estava 21,1 pontos percentuais atrás de Hélio Costa no primeiro turno e venceu a etapa decisiva com 58,65% dos votos válidos.

Em 18 dos 34 episódios, equivalentes a 52,9%, a diferença inicial era de até cinco pontos percentuais. A menor ocorreu no Amazonas, em 2014, quando José Melo superou Eduardo Braga por 0,12 ponto percentual, ou 1.907 votos, e venceu o segundo turno com 55,54%.

Na eleição presidencial de 2026, a campanha de Lula (PT) tenta promover a primeira virada desse tipo. O petista terminou o primeiro turno com 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio Bolsonaro (PL).

A disputa presidencial mais próxima de uma virada havia sido a de 2022. Jair Bolsonaro (PL) reduziu de 5,23 para 1,8 ponto percentual a vantagem de Lula entre o primeiro e o segundo turno, mas o petista venceu por 2,1 milhões de votos.

Nos governos estaduais, seis candidatos buscam reverter a desvantagem no segundo turno de 2026: Cadu de Lula (PT), no Rio Grande do Norte; Vicentinho Júnior (PSDB), no Tocantins; Leandro Grass (PT), no Distrito Federal; Ricardo Ferraço (MDB), no Espírito Santo; Professora Maria do Carmo (PL), no Amazonas; e Alan Rick (Republicanos), no Acre.

As menores diferenças do primeiro turno foram registradas no Rio Grande do Norte, onde Cadu de Lula ficou 0,78 ponto percentual atrás de Allyson Bezerra (União Brasil), e no Tocantins, onde Vicentinho Júnior terminou 1,58 ponto atrás de Professora Dorinha (União Brasil).

Em 2022, quatro candidatos conseguiram virar o resultado no segundo turno: Eduardo Leite (PSDB), no Rio Grande do Sul; Raquel Lyra (PSDB), em Pernambuco; Eduardo Riedel (PSDB), em Mato Grosso do Sul; e Fábio Mitidieri (PSD), em Sergipe.

Fonte: O GLOBO

Leia também