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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

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Ataques a navios em Ormuz pressionam petróleo e elevam tensão entre Irã e EUA

Ataques a embarcações no Estreito de Ormuz aumentam a tensão entre Irã e EUA e pressionam o transporte regional de petróleo.

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Ao menos 23 ataques contra embarcações foram registrados no Estreito de Ormuz e arredores desde o início de outubro, segundo a agência de notícias francesa AFP, em meio à escalada militar entre Irã, Estados Unidos e Israel. O aumento das ações afeta a navegação por uma rota estratégica para o transporte de petróleo.

A Guarda Revolucionária do Irã informou na quinta-feira (15) que encontrou um navio-petroleiro em chamas próximo ao Golfo de Omã, em uma área que Teerã considera proibida para navegação. Na quarta-feira (14), um cargueiro com bandeira de Cingapura afundou após ser atingido por um projétil, em um episódio ainda cercado de controvérsias.

Seis navios foram atacados no domingo (11), o maior número registrado em um único dia desde o início da guerra. De acordo com levantamento da BBC baseado em dados da agência marítima UKMTO, 12 dos ataques ocorreram entre 5 e 11 de outubro.

Os episódios se intensificaram enquanto Irã e Estados Unidos disputam o controle da rota marítima por onde passava cerca de 20% da produção mundial de petróleo antes da guerra. Washington anunciou um bloqueio naval contra o Irã, enquanto forças americanas ampliaram a escolta de embarcações civis e divulgaram imagens de operações contra navios acusados de desobedecer às ordens.

Em setembro, o governo iraniano havia criado unilateralmente uma zona proibida para navegação além do estreito. Segundo autoridades do país, navios que não coordenassem seus deslocamentos com Teerã poderiam ser considerados alvos legítimos.

Para Martin Kelly, presidente-executivo da Orbital Risk Intelligence, os ataques indicam uma mudança na estratégia iraniana diante da perda de controle sobre Ormuz. Ele avaliou à BBC que o objetivo seria impedir a passagem de navios e dissuadir outras embarcações.

A tensão também envolve ataques dos houthis, grupo rebelde do Iêmen apoiado pelo Irã, contra alvos ligados ao setor de petróleo da Arábia Saudita. A Agência Internacional de Energia alertou que a intensificação dos ataques contra infraestruturas energéticas e o tráfego de petroleiros pode comprometer a recuperação do fornecimento de petróleo bruto no Oriente Médio.

Fonte: O Globo

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