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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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COTIDIANO

Protocolo da CET previa bloqueio preventivo do túnel do Anhangabaú

Túnel do Anhangabaú voltou a alagar em São Paulo; protocolo da CET prevê bloqueio preventivo em caso de chuva intensa.

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O Túnel do Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, voltou a ser inundado na quarta-feira (14), mais de 27 anos depois de uma enchente que deixou cerca de 160 veículos submersos no local. Segundo a TV Globo, o episódio mais recente atingiu 26 carros e dois ônibus.

Imagens registraram veículos boiando, batidos e empilhados dentro da passagem subterrânea. Motoristas e passageiros precisaram deixar os veículos enquanto a água avançava rapidamente.

Um protocolo divulgado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em 2006 prevê o bloqueio de faixas ou o fechamento total do túnel quando houver informação de que uma chuva intensa se aproxima. A operação é acionada com base em dados do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

Na quarta-feira, a Defesa Civil emitiu dois alertas severos, com previsão de chuva intensa, raios e ventania. Toda a capital entrou em estado de atenção para alagamentos às 15h25, segundo o CGE.

A CET informou que adotou o protocolo de Estado de Atenção e que as interdições começaram às 15h38. A companhia, porém, não explicou por que o sentido Zona Norte não foi fechado antes da inundação.

O motorista de aplicativo Maury Lucas, que estava no túnel com uma passageira, relatou que o trânsito parou antes de a água invadir a via. Segundo ele, um carro da CET estava no local, mas não houve orientação suficiente para retirar ou impedir a entrada de veículos.

A Prefeitura de São Paulo afirmou que as seis bombas de drenagem do túnel funcionaram continuamente, sem registro de falhas, mas não conseguiram escoar todo o volume de água. Um caminhão de bombeamento emergencial foi enviado para reforçar o trabalho.

Em 1º de março de 1999, uma enchente elevou a água até o teto do túnel, que tem aproximadamente cinco metros de altura. Cerca de 160 veículos, incluindo três ônibus, ficaram submersos; equipes do Corpo de Bombeiros fizeram buscas no local, sem confirmação oficial de mortes naquela ocorrência.

O prefeito Ricardo Nunes informou que equipes de limpeza, hidrojateamento, guinchos e bombeamento foram mobilizadas. Uma faixa foi liberada às 19h14, enquanto os trabalhos continuavam para restabelecer a circulação nos dois sentidos.

Fonte: G1

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