O Túnel do Vale do Anhangabaú, no Centro de São Paulo, voltou a ficar inundado na quarta-feira (14), deixando 26 carros e dois ônibus submersos, segundo informações divulgadas pela TV Globo. O episódio ocorreu 27 anos depois de uma enchente que submergiu cerca de 160 veículos no mesmo local.
A chuva intensa fez a água avançar rapidamente pelo túnel, onde veículos ficaram boiando, colidiram e se amontoaram. Um motorista de aplicativo relatou que o trânsito parou antes da inundação e criticou a ausência de uma ação preventiva para impedir a entrada de novos veículos.
A Defesa Civil emitiu dois alertas severos sobre chuva forte, raios e ventania. Toda a capital entrou em estado de atenção para alagamentos às 15h25, de acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE).
Um protocolo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), publicado em 2006, prevê o bloqueio de faixas ou o fechamento total do túnel quando há informação de que a chuva está a caminho. O procedimento é acionado com base em informações do CGE e também estabelece rotas alternativas para os dois sentidos da passagem.
A CET informou que adotou o protocolo de Estado de Atenção e que as interdições começaram às 15h38. A companhia, porém, não explicou por que o sentido Zona Norte permaneceu aberto antes da inundação.
A Prefeitura de São Paulo afirmou que as seis bombas de drenagem do túnel funcionaram continuamente, sem registro de falhas, mas não conseguiram dar vazão ao volume de água. O município enviou um caminhão de bombeamento emergencial e mobilizou equipes de limpeza, hidrojateamento e guinchos.
Em 1º de março de 1999, a água também chegou ao teto do túnel, que tem cerca de cinco metros de altura. Aproximadamente 160 veículos, incluindo três ônibus, ficaram submersos; equipes dos bombeiros fizeram buscas no local, mas não houve confirmação oficial de mortes naquela ocorrência.
A circulação começou a ser parcialmente restabelecida na noite de quarta-feira. Uma faixa da esquerda foi liberada às 19h14, enquanto as equipes trabalhavam para retirar a água e os veículos da passagem.
Fonte: G1