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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

PF aponta repasses de R$ 1,8 milhão a empresa de ex-chefe da Polícia Civil do RJ

PF aponta que empresa de Marcus Amim recebeu R$ 1,8 milhão e que posto adiantou R$ 1,62 milhão para compra de imóvel em Niterói.

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A Polícia Federal aponta que a empresa do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Marcus Amim recebeu R$ 1,821 milhão de uma companhia investigada na Operação Unha e Carne. Segundo os investigadores, os pagamentos mensais, feitos entre abril de 2024 e maio de 2026, poderiam disfarçar repasses por proteção e influência do delegado.

A investigação também identificou que o Posto Pendotiba adiantou R$ 1,62 milhão para a compra de uma casa de R$ 3,28 milhões por Amim em Camboinhas, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Para a PF, o uso de uma empresa sem vínculo formal com o delegado indica possível tentativa de ocultar a origem dos recursos e o responsável pelo pagamento.

Os repasses à Mamim Consultoria, empresa de Amim e de sua mulher, Lylyane Maia Correia Costa, partiram da ADM Oil Prestadora de Serviços para Postos de Gasolina. A PF também encontrou R$ 394.658 transferidos pela J R Posto de Combustíveis à consultoria.

De acordo com os investigadores, o pagamento do imóvel ocorreu em etapas. Houve R$ 160 mil em espécie em dezembro de 2024, uma transferência de R$ 1,62 milhão do Posto Pendotiba aos antigos proprietários em abril de 2025 e outros pagamentos cuja finalidade, segundo a apuração, ainda não foi esclarecida.

O Posto Pendotiba estava registrado em nome das mulheres dos policiais civis José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukiá Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Os dois foram presos na quinta-feira (15), junto com Amim, o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) e outros dois inspetores.

A PF também sustenta que Amim teria participação oculta na Gasmix Alcântara, ao lado dos irmãos Christiano e Giovanni Gaspar Fernandes, ambos policiais civis presos na operação. Mensagens sobre uma obra na casa de Camboinhas e documentos de multas enviados a Pablo Russo foram interpretados pelos investigadores como indícios de que assuntos particulares eram tratados dentro do grupo.

As prisões foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em um desdobramento da Operação Unha e Carne. A ação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em sete municípios fluminenses, determinou o sequestro de bens e valores e suspendeu as atividades de 112 empresas investigadas.

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontou movimentações de R$ 7,6 bilhões entre 2020 e 2026 na rede de pessoas e empresas analisadas. As defesas de Amim e Canella informaram que não se manifestariam antes de ter acesso aos autos.

Fonte: g1

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