A OpenAI comunicou à Polícia Federal possíveis ameaças contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva identificadas em conversas de pelo menos dois usuários com o ChatGPT. O alerta foi feito em outubro de 2026, após a empresa avaliar que os diálogos poderiam indicar risco iminente e concreto de dano a outras pessoas.
O caso também foi comunicado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conforme o plano de conformidade apresentado pela empresa à Corte. A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo jornal O Globo.
Segundo o informe, os usuários manifestaram intenção de agredir pessoas, entre elas Lula. Em uma das conversas, um usuário perguntou quais seriam as consequências de matar o presidente e quantos anos de prisão poderia cumprir.
O mesmo usuário teria enviado uma foto de um local que considerava adequado para o atentado, mencionado sua presença em um ato da campanha de Lula à reeleição e apresentado uma possível rota de fuga. A Polícia Federal avalia se há elementos suficientes para abrir um inquérito.
A comunicação feita à PF foi encaminhada ao Ministério da Justiça no começo de outubro, para que a pasta decidisse sobre a eventual abertura de investigações relacionadas aos episódios.
Em junho, a Polícia Civil do Espírito Santo prendeu um homem suspeito de planejar a morte do próprio filho após ser alertada pela OpenAI. De acordo com o relato, ele havia escrito no ChatGPT que pretendia cometer o crime e que já tinha procurado um pistoleiro.
Em agosto, a Advocacia-Geral da União acionou a Justiça contra o Discord, por determinação do presidente Lula, e pediu multa de R$ 500 milhões por dano moral coletivo, além da adequação da plataforma à legislação brasileira. A ação ocorreu após a morte de uma adolescente de 13 anos durante uma transmissão na plataforma.
Fonte: O Globo