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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Naufrágio de 4,7 mil anos é identificado na costa da Turquia

Naufrágio encontrado perto da ilha de Kekova, na Turquia, tem até 4.700 anos e pode ser o mais antigo já descoberto.

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Um naufrágio com cerca de 4.700 anos foi identificado na costa sul da Turquia, perto da ilha de Kekova, na província de Antália. A descoberta, anunciada na quarta-feira (14) pelo ministro da Cultura e do Turismo, Mehmet Nuri Ersoy, pode ser a mais antiga já registrada no mundo.

A embarcação afundou durante a Idade do Bronze, a aproximadamente 30 metros de profundidade no mar Mediterrâneo. Embora a madeira não tenha resistido ao tempo, arqueólogos encontraram mais de 30 recipientes de cerâmica e três âncoras de pedra no fundo do mar.

As peças têm idade estimada entre 4.400 e 4.700 anos. Segundo as autoridades turcas, os recipientes podem ter sido usados para transportar azeite ou vinho.

O naufrágio foi localizado há cerca de quatro anos, durante levantamentos submarinos da Universidade Akdeniz. Inicialmente, os pesquisadores acreditaram que os recipientes fossem mais recentes, mas mudaram a estimativa após identificar semelhanças com peças encontradas em sítios arqueológicos do Egito, incluindo áreas associadas às pirâmides de Gizé.

As escavações começaram neste ano, sob a direção do Museu de Antália e com autorização do Ministério da Cultura e do Turismo da Turquia. O trabalho é liderado pelo arqueólogo subaquático Hakan Öniz, professor associado da Universidade Akdeniz.

Análises indicam que a cerâmica pode ter sido produzida em oficinas do vale do Jordão. Peças semelhantes encontradas no Egito, em Troia e em Creta sugerem a existência de uma rede comercial marítima no Mediterrâneo oriental durante a Idade do Bronze.

Os pesquisadores levantam a hipótese de que o navio tenha partido de um porto na costa do Levante com destino a Troia, na atual Turquia, ou à ilha de Creta, na Grécia. A origem e o destino da embarcação ainda dependem da interpretação dos vestígios.

Uma das peças apresenta nove marcas e dois orifícios. A hipótese inicial é que ela tenha sido usada para bater leite e produzir manteiga ou queijo, mas a interpretação ainda precisa ser confirmada.

Fonte: O Globo

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