Rosa Fidelis Gaspar, de 47 anos, morreu soterrada após um deslizamento de terra atingir sua casa na Rua Santa Cruz do Monte Castelo, no Jardim Paraná, na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, durante o temporal de quarta-feira (14).
Rosa havia completado 47 anos nove dias antes do desastre, em 5 de outubro. Ela deixa três filhos e quatro netos, incluindo uma criança de um ano e meio.
A residência foi construída no alto de uma encosta classificada há anos pela Prefeitura como área de risco geológico. O imóvel desmoronou e foi arrastado pela lama.
O marido de Rosa estava nas proximidades quando soube que uma casa havia desabado. Vizinhos retiraram a mulher dos escombros antes da chegada do Corpo de Bombeiros, que prestou os primeiros socorros, mas ela não resistiu.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o caso foi registrado no 72º Distrito Policial, na Vila Penteado, e a perícia foi requisitada. Até a última atualização da reportagem, a Prefeitura não havia informado quais medidas haviam sido adotadas no local.
A morte foi a quinta provocada pelas chuvas na capital paulista em 2026. O temporal durou cerca de uma hora e meia e também causou alagamentos, quedas de árvores, desabamentos e interrupções no transporte público e aéreo.
No túnel do Anhangabaú, no Centro, 26 carros e dois ônibus ficaram submersos, e quatro pessoas foram resgatadas pelos bombeiros. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas registrou 42 milímetros de chuva em 40 minutos na região.
A Defesa Civil estadual previa novas chuvas fortes para quinta-feira (15), com acumulados de até 80 milímetros na Grande São Paulo. O órgão recomendou evitar áreas alagadas e não se abrigar sob árvores.
Fonte: g1