Rosa Fidelis Gaspar, de 47 anos, morreu soterrada após um deslizamento atingir sua casa no Jardim Paraná, na Brasilândia, Zona Norte de São Paulo, durante o temporal da quarta-feira (14). Ela havia completado aniversário nove dias antes e deixou três filhos e quatro netos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, Rosa estava dentro do imóvel, construído no alto de uma encosta, quando a terra cedeu. Vizinhos a retiraram da lama e dos escombros antes da chegada das equipes de resgate, mas ela não resistiu aos ferimentos.
A área da Rua Santa Cruz do Monte Castelo é classificada há anos pela Prefeitura de São Paulo como de risco geológico. Procurada para informar quais medidas haviam sido adotadas no local, a administração municipal não havia respondido até a última atualização da reportagem.
O caso foi registrado no 72º Distrito Policial, na Vila Penteado, e a polícia requisitou perícia. A morte de Rosa foi a quinta provocada pelas chuvas na capital paulista em 2026, segundo o levantamento apresentado na reportagem.
O temporal durou cerca de uma hora e meia e também provocou alagamentos, quedas de árvores, deslizamentos e interrupções no transporte. No túnel do Anhangabaú, no Centro, 26 carros e dois ônibus ficaram submersos, e quatro pessoas foram resgatadas pelos bombeiros.
O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas registrou 42 milímetros de chuva em 40 minutos na região do Anhangabaú. No Parque Ibirapuera, a concessionária Urbia registrou 97 milímetros em menos de uma hora, volume que provocou o transbordamento do lago e danificou uma estrutura próxima ao Portão 8.
A Defesa Civil estadual previa novas chuvas fortes para a quinta-feira (15), com acumulados de até 80 milímetros na Grande São Paulo. O órgão orientou a população a evitar áreas alagadas, não permanecer sob árvores e acompanhar os alertas oficiais.
Fonte: G1