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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Mães de crianças com autismo adaptam carreira para acompanhar terapias dos filhos

Mães de crianças com autismo relatam mudanças na carreira para conciliar trabalho e acompanhamento terapêutico dos filhos.

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A advogada e empreendedora Alicianni Moraes mudou a rotina profissional depois que o filho, João, recebeu diagnóstico de autismo aos 2 anos. Em reportagem exibida pela TV Clube, no Piauí, ela contou que passou a produzir doces para conciliar o trabalho com terapias, consultas e cuidados diários da criança.

Segundo Alicianni, o acompanhamento do desenvolvimento do filho exige continuidade também em casa, o que dificultou a permanência no antigo emprego. A produção de bolos, pudins e outros doces permitiu que ela organizasse a agenda profissional de acordo com os compromissos de João.

A empresária Deyse Medeiros, que também é mãe de uma criança com transtorno do espectro autista (TEA), relatou experiência semelhante. As demandas relacionadas ao acompanhamento terapêutico dificultavam a permanência em um emprego formal e contribuíram para que ela investisse no próprio negócio.

Uma pesquisa da consultoria Fesa Group, realizada entre janeiro e fevereiro de 2026, apontou que 59,1% das executivas que são mães relataram impactos negativos na carreira depois do nascimento dos filhos.

De acordo com a advogada Bárbara Santana, a legislação brasileira prevê direitos para mulheres durante a gestação e após o nascimento, como estabilidade provisória, intervalos para amamentação e possibilidade de acompanhamento em consultas pré-natais sem redução salarial. Ela orienta trabalhadoras que suspeitem de discriminação a reunir documentos e buscar orientação jurídica.

Fonte: g1 Piauí

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